Ações conjuntas de gestores na RMR

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Prefeitos eleitos e reeleitos definem eixos em várias áreas dos municípios

Antes da posse do dia 1º de janeiro, prefeitos eleitos e reeleitos da Região Metropolitana do Recife (RMR) lançaram as bases de um pacto de desenvolvimento da área para os próximos anos. Ontem, dez dos 14 vencedores na RMR e de Goiana – na Mata Norte – promoveram uma reunião com caráter informal, mas que serviu para definir os eixos principais de ações e a elaboração de um calendário das próximas discussões. Ficou definido que os temas que nortearão o planejamento estratégico a longo prazo são referentes à economia, inclusão social, meio ambiente e questões urbanas. Outros temas de caráter emergencial serão tratados a partir do próximo ano, a exemplo da mobilidade urbana, resíduos sólidos, saneamento, saúde, segurança e combate às drogas. A realização da Copa das Confederações também é um dos assuntos imediatos, já que acontecerá em junho de 2013.

O encontro definiu que cada prefeito, em janeiro, indicará um secretário da sua equipe para ficar responsável pelo diálogo entre as gestões. A partir daí, os auxiliares iniciarão os trabalhos técnicos com base nos eixos definidos ontem. Em março, os gestores voltarão a se reunir para trabalhar em cima das informações levantadas pelo corpo técnico. Já a questão da governança ainda não foi discutida. Alguns prefeitos levantaram a ideia de resgatar o Conselho de Desenvolvimento Metropolitano (Conderm), que não realiza uma reunião há mais de uma década. No entanto, o formato ainda será discutido entre os administradores.

A criação do pacto metropolitano facilitará a elaboração de projetos que beneficiem os municípios, assim como a formação de consórcios. Os problemas de cada cidade serão discutidos em conjunto e as soluções para o enfrentamento serão repassadas entre as administrações. “Resolvemos criar um ambiente para facilitar a elaboração de projetos e a troca de informações sobre melhores práticas de governo”, destacou o prefeito eleito do Recife, Geraldo Julio (PSB), que teve a iniciativa de convidar os demais participantes.

Não estiveram presentes na primeira reunião, os prefeitos eleitos do Cabo, Vado da Farmácia; de Itamaracá, Paulo Batista (PTB); de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB); e Itapissuma, Cal Volia (PSDB), não marcaram presença porque tinham outros compromissos. Destes, apenas o último enviou um representante.

Já o gestor eleito de Goiana, Fred Gadelha (PTB), decidiu participar porque considera que o tema é comum a todos os municípios próximos da RMR. O de São Lourenço, Ettore Labanca (PSB), colocou que representantes de outras regiões também podem participar dos próximos encontros, mas que não foi discutida a possibilidade de um convite formal. “Vamos debater temas que têm impacto amplo e muitos outros municípios que não estão na Região Metropolitana também são atingidos”, destacou.

Problemas e soluções entraram na pauta

Atentos aos efeitos que serão sentidos a partir do próximo ano com o Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana, os prefeitos presentes no encontro de ontem colocaram as principais queixas e soluções de seus municípios. Dentre os pontos discutidos, Ettore Labanca (PSB), de São Lourenço da Mata, destacou a importância de um consórcio integrado no tratamento de resíduos sólidos entre sua cidade, Camaragibe, Jaboatão, Moreno e Recife. “Desse modo, podemos extinguir os lixões e construir aterros sanitários onde cada município arcará com sua responsabilidade, e o custo-benefício será mais barato”, destacou o socialista.

Para o eleito Adilson Gomes Filho (PSB), as dificuldades enfrentadas em Moreno não são diferentes dos vizinhos, e com a falta de investimento em profissionais é inevitável a imigração populacional para a Capital e outras cidades. “Também precisamos de suporte na área de saúde, pois não temos equipamento para dar suporte à população, e terminamos buscando atendimento no Recife. Por isso, a necessidade de compactuar e trabalhar os nossos problemas em conjunto”, ressaltou.

Quanto à mobilidade urbana, mote utilizado durante todo período eleitoral, o prefeito eleito de Paulista, Júnior Matuto (PSB), expôs projetos como a duplicação da PE-01, propôs tirar do papel a Via Parque Paratibe e falou sobre aproveitamento da mão de obra. “Nós também queremos estabelecer sintonia com Goiana. Ao invés de Abreu e Lima, Igarassu e Paulista direcionarem os trabalhadores apenas para a região Sul, podemos aproveitar o momento vivido pelo Eixo Norte”, sugeriu. O futuro gestor de Goiana, Fred Gadelha (PTB), também cobrou atenção ao crescimento econômico que o município vive. “Coloquei em questão a necessidade do Arco Metropolitano se estender até a nossa cidade. Assim, podemos trabalhar o escoamento da produção dos pólos Fármaco, Automobilístico e Vidreiro de Goiana integrando as outras cidades”, pontuou Gadelha

(Jornal do Comércio)

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